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A importância da terapia multidisciplinar para o autista

Profissionais da área do desenvolvimento infantil como: psicologia, terapia ocupacional e fonoaudiologia destacam o trabalho de integração sensorial em crianças autistas.

Uma equipe multidisciplinar que atende crianças autistas é composta por profissionais de diferentes áreas que possuem conhecimentos e habilidades específicas para lidar com as necessidades e desafios das crianças.

A colaboração e a comunicação entre os membros da equipe são fundamentais para garantir que a criança receba um atendimento abrangente e integrado. Eles trabalham em conjunto para desenvolver planos de tratamento individualizados, compartilhar informações e discutir estratégias de intervenção. A família também desempenha um papel importante nessa equipe, participando ativamente do processo de tratamento e colaborando com os profissionais para garantir o melhor cuidado para a criança autista.

A terapia ocupacional é uma profissão de nível superior que tem como principal eixo as ocupações do indivíduo; seja ele criança, adulto ou idoso.

Dentro das técnicas conhecidas amplamente graças a percursora Anna Jean Ayres a integração sensorial no autismo é uma das práticas mais conhecidas e cientificamente reconhecida. Seu principaI objetivo e tratar indivíduos com dificuldades de processamento sensoriomotor. lntegração sensorial é o processo pela qual o cérebro organiza as informações, de modo a dar uma resposta adaptativa adequada, organizando dessa forma, as sensações do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do mesmo no ambiente (Ayres, 2005).

Utilizamos nossos sentidos o tempo todo; sistemas tátil, auditivo, visual, gustativo, olfativo, proprioceptivo e vestibular. Se reconhecê-los, integrá-lo e organizá-los para então devolve-los ao ambiente adequadamente. Dentro do espectro do autismo ou não a integração sensorial pode beneficiar principalmente crianças com atrasos motores de desenvolvimento ou alterações sensoriais, como por exemplo, pobre consciência corporal, baixa discriminação tátil, insegurança gravitacionais, por exemplo, onde ela não consegue registrar e “digerir” os estímulos de forma adequada trazendo sofrimento comportamentos inapropriado quando há dificuldade em se expressar podendo trazer prejuízo emocionais, sociais, escolares e funcionais.

Portando a terapia ocupacional dentro da integração sensorial objetiva fornecer informações sensoriais de forma estruturada, responsável e divertida com desafios na medida certa respeitando a tolerância e a adesão da criança para que assim consiga responder a estímulo da melhor forma possível.

A fonoaudióloga que trabalha com autistas utiliza técnicas e estratégias específicas para ajudar no desenvolvimento da linguagem e da comunicação desses indivíduos. 

Ela pode trabalhar tanto com crianças quanto com adultos autistas, adaptando as atividades de acordo com as necessidades de cada paciente.

 Algumas das intervenções utilizadas pela fonoaudióloga incluem:

1) Estimulação da linguagem: por meio de atividades lúdicas e interativas, a fonoaudióloga estimula o desenvolvimento da linguagem oral e escrita, utilizando recursos como jogos, brincadeiras e materiais visuais.

2) Treino de habilidades sociais: a fonoaudióloga auxilia o autista a desenvolver habilidades sociais, como iniciar e manter uma conversa, interpretar expressões faciais e linguagem corporal, e compreender regras sociais.

3) Aprimoramento da comunicação não verbal: a fonoaudióloga trabalha o desenvolvimento da comunicação não verbal, como gestos, expressões faciais e uso de recursos visuais, para auxiliar na expressão e compreensão de emoções e necessidades.

4) Treino da fala e da articulação: em casos em que o autista apresenta dificuldades na fala e na articulação dos sons, a fonoaudióloga utiliza técnicas específicas para melhorar a produção dos sons da fala.

5) Orientação aos familiares: a fonoaudióloga também orienta os familiares sobre como estimular a linguagem e a comunicação do autista em casa, fornecendo estratégias e atividades para serem realizadas no dia a dia.

 É importante ressaltar que cada autista é único, e o trabalho da fonoaudióloga deve ser individualizado, levando em consideração as características e necessidades específicas de cada paciente. 

Os objetivos principais é promover a comunicação e a interação social, melhorando a qualidade de vida do autista e de sua família.

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